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Operação Integração, braço da Lava Jato obriga a Viapar a depositar 33% da sua receita bruta em conta judicial

Nesta segunda-feira (11), o juiz federal Friedmann Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba determinou que a empresa Viapar deposite mensalmente, em conta judicial, a importância equivalente a 33% da sua receita bruta pelos próximos três anos, em razão do esquema criminoso identificado nas investigações da Operação Integração que apura a prática de crimes de corrupção. 


A Viapar é a responsável por um dos segmentos mais rentáveis do Anel. São 550 quilômetros ligando Cambé, no Norte do Estado, a Cascavel, no Oeste, passando por Maringá, de onde sai uma extensão para o extremo Noroeste do estado. Ou seja, atende às maiores regiões produtoras agropecuárias do Paraná. 

A liminar é decorrente de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Publico Federal (MPF) em razão do esquema criminoso identificado nas investigações da Operação Integração que apura a prática de crimes de corrupção. 

A liminar determina também que as controladoras da Viapar (Queiroz Galvão, Carioca Engenharia e Cowan Engenharia) depositem em juízo 11% do valor que receberam da concessionárias a partir de 2018. 

As irregularidades na administração da concessão começaram a ser apuradas em 2013. Na época, foram identificados atos secretos que beneficiaram as concessionárias, além de diversas doações eleitorais suspeitas. A investigação comprovou que tais atos eram editados como contraprestação por propinas pagas sistematicamente pelas concessionárias. 

No caso da Viapar, a investigação identificou que a concessionária, em razão do pagamento de propinas, conseguia aprovar aditivos suprimindo obras indevidamente, dentre as quais: a duplicação da BR-369 entre Campo Mourão e Cascavel e do contorno de Maringá e, mesmo assim, elevar a tarifa cobrada dos usuários.

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