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Família carente é despejada e fica ao relento em Maringá

Uma família carente foi colocada no olho da rua na manhã deste sábado, 23. 

A família morava a anos em uma casinha simples, numa região chamada, Projeto Reviver (antigo Projeto Vida), no final da avenida Kakogawa, depois do Jardim Bela Vista 2. Um suposto oficial de justiça e um equipe com um trator demoliram a casinha de madeira e fizeram um amontoado com os móveis da família.

A família pede socorro, pede ajuda para não ficar ao relento.

Moradores vizinhos ficaram sensibilizados, com a previsão de chuva para os próximos dias, foram até o local e recolheram parte dos móveis da família. 

Indignado e triste um dos vizinho falou, "É assim  tratam as pessoas, jogando na rua em pleno sábado a tarde, sem um programa social, sem acolher a família? São pessoas simples, mas não são bandidos!"

"Eles tem filhos pequenos, será que ninguém tem dó das crianças?" disse outro vizinho. 

Não pode acontecer despejos sem antes a prefeitura, tentar arrumar um logar digno para a família, mesmo que seja em terreno particular, uma ação judicial de despejo deveria ser acompanhada por uma assistente social. 

Notícia atualizada às 21:15
A equipe do Jota Silva Destaques conversou com Anderson Carrard, Diretor de Assuntos Comunitários na Prefeitura Municipal de Maringá, e aguarda uma resposta. 

Notícia Atualizada às 23:37
O repórter Jota Silva, o vereador Wiliam Gentil e também o coordenador da defesa civil, Adilson Costas, estiveram agora a noite por voltas das 22 horas conversando com a família despejada. O casal Jaldo e Ivoneide relataram que um homem identificou-se como sendo um oficial de justiça e trazia em mãos uma ação de reintegração, um papel que ele alegou ser do Forum de Maringá. 


A FAMÍLIA MORA NAQUELE LOCAL A DEZ ANOS E ESTRANHOU A A AÇÃO REPENTINA DE DESPEJO.
Segundo uma intimação que a família tem em mãos, eles teriam uma audiência de conciliação no dia 14 de maio de 2019 às 17:30. "Segundo a dona Ivoneide, o operador da máquina que estava prestes a demolir o barraco, ameaçou, dizendo que se eles não saíssem, iria derrubar a casa com a família dentro." 

O SENHOR QUE É ANALFABETO, NÃO SOU DIZER SE O SUPOSTO OFICIAL DIZIA A VERDADE OU DE ONDE ELE ERA, APENAS ACATOU A DECISÃO.

Uma família de comerciantes que acolheu o casal, No desespero disse que tentou entrar em contato com o repórter policial André Almenara, e com a equipe do Eduardo Santos, mas não tiveram exito. Só depois de contatar o repórter Jota Silva, e assim que a matéria foi ar por volta das 16 horas, e após a grande repercussão, é que o coordenador da defesa Civil foi até o local. A principio quando as primeiras informações chegaram até a equipe do Jota Silva Destaques, os relatos era de que a prefeitura sabia das ações de despejo, mas no local no momento da demolição, ninguém da administração estava presente. 

Adilson Costa da Defesa Civil, chegou no local por volta das 22 horas junto como repórter Jota Silva, porém a demolição ocorreu no período da manhã, somente após a repercussão dos fatos divulgados aqui no blog é que a SASC, a Defesa Civil e a Diretoria de Assuntos Comunitários na Prefeitura Municipal se dispuseram a ajudar. 

Segundo Adilson Costa, a prefeitura irá tentar dar suporte a família na segunda. Aguardaremos novas informações.

O senhor desabrigado em um primeiro momento estava perdido e chocado, triste com o acontecimento. 

A família esta abrigada temporariamente ao lado de um comércio na avenida Kakogawa, na garagem do numero 1204. 

"Outro morador vizinho também teve o barraco demolido no mesmo dia pelo mesmo pessoal."

A equipe Jota Silva Destaques irá acompanhar o desenrolar do caso e espera que a família seja abrigada. Para nós é triste ver um casal e seus filhos nesta situação.

Atualizado 24/03 às 02:39
Absurdo! Ouçam o áudio de um CC da prefeitura rindo da família:
Até o final da noite de sábado a administração não fez nada para ajudar, a prefeitura deveria ter realocado a família, disseram que só farão alguma coisa na segunda 25/03. Fazer piada com a desgraça alheia é ridículo. Maringá tem programa habitacional? 

Última atualização 24/03 12:15h
O repórter Jota Silva junto com o vereador William Gentil, foram até o local do despejo no fim da noite de sábado. 

Última notícia 24/03 às 14:07h 
O conselheiro tutelar Carlos Bonfim, foi ao encontro da família para conversar e entender o caso. Bonfim afirmou que a prefeitura irá providenciar um aluguel social. 

Carlo Bonfim está na foto do lado direito de camiseta azul listrada 

RESPONSABILIDADES
O repórter Jota Silva conversou com um representante da leis. Ele me disse; "Assim que prefeitura tomou conhecimento deveria mandar a ação social ir lá e ver o que poderia ser feito. Até porque se o dono do terreno da casa, usou o nome da justiça de forma ilegal, a prefeitura através de seu jurídico, deveria ter levado a família na delegacia para registrar queixa. Cabia até prisão em flagrante por crime de invada de domicílio, se não há ordem de despejo".

Últimas notícias 24/03 às 17:14
Voltamos na tarde deste domingo por volta das 15 horas, acompanhado Doutor Henrique Machado dos Direitos Humanos de Maringá, para conversar com a família, desta vez com calma. No sábado houve muitas informações desencontradas, já no domingo a família disse que não foi a prefeitura quem ordenou o despejo, como aviamos relatado em um primeiro momento, após as primeiras informações. Quem fez o despejo, foi um suposto oficial e um operador de máquina, policiais em viaturas acompanharam toda a ação. 

Sobre a ajuda, a família afirmou que em momento algum a prefeitura foi até o local prestar auxilio, somente no domingo por volta do meio dia um pessoal da SASC e conselho tutelar foram até eles. Segundo Eles, a SASC apenas orientou a comparecerem na unidade do Jardim Alvorada. 

O caso ainda sendo investigado, por qual motivo a família foi despejada antes do tempo? O mais importante de tudo é a ajuda imediata, não podemos ficar esperando que os fatos sejam apurados, a família precisa de uma ajuda agora, já, foram tiradas do lar. Esperar é fazê-los sofrer ainda mais.

Última notícia 26/03 às 10:57h
CASO DA FAMÍLIA DESPEJADA EM MARINGÁ
Segundo o advogado a desapropriação foi irregular, não poderia ter acontecido no fim de semana e a família é proprietária, porém o antigo dono não passou a documentação para o nome deles.
"Se eles recorreram e tinha ordem para despejar a família, porque fizeram no fim de semana e sem informar a prefeitura? Será que informaram?"
Fonte: Programa Balanço Geral - RIC TV, Record

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