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Servidores de Maringá querem 'Ganho Real' mas prefeitura pretende apenas reajustar os salários

A administração de Maringá divulgou hoje nota aos servidores públicos avisando que não será dado um centavo de aumento real no salário do servidor.

A atual administração  irá reajustar o salário pelo índice INPC em com aumento em torno de 3,6% e dará aumento de 10% no vale-alimentação. A prefeitura alega que o Ganho Real que o SISMMAR está reivindicando, causaria grande impacto  na folha de pagamento. 

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (27) na Câmara Municipal a proposta foi à votação e acabou sendo rejeitada.

A administração ofereceu apenas reajuste de 10% no vale-alimentação e a reposição da inflação dos últimos doze meses, porém os servidores pedem um reajuste nos salários de 10% e a reposição da inflação, calculada em 3,57% pelo INPC e vale-alimentação de R$ 500 reais, contudo a prefeitura ofereceu reajuste no vale que passaria de R$250,00 para R$275,00, ou seja, apenas 25,00 reais a mais.

Uma nova assembléia (3ª) foi marcada para esta quinta-feira dia 7/03 as 18:30h.


Site do SISMMAR fora do ar! 
Tentamos buscar informações sobre um possível novo posicionamento do sindicato por volta das 11:15h da manhã desta quinta (7) porém o site www.sismmarmaringa.com.br encontra-se fora do ar.

Ganho Real
Servidores de Maringá pedem 10% de reajuste salarial e vale-alimentação de R$ 500 reais, O reajuste de 10% compreende ganho real e a reposição da inflação no acumulado de 12 meses – considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), conforme prevê o Estatuto do Servidor.
Considerando a perda do poder de compra dos salários dos servidores da Prefeitura de Maringá, a assembleia também propôs o aumento do vale-alimentação de R$ 312,50 para R$ 500. No entanto, a categoria pede a concessão do benefício também para servidores municipais aposentados e em casos de licença-maternidade e licença-prêmio.

Mobiliação nas redes sociais
Está circulando nas redes sociais um texto com manifestação dos servidores municipais, vejam:

"O prefeito Pinóquio se esquece que se houvesse gestão de pessoal não haveria todo esse impacto. São inúmeros os casos em que se daria para realocar servidores, diminuir horas extras "acertadas" e fixas, diminuir o gasto com festas (o que aumentaria a Receita Corrente Líquida e sobraria para valorizar o servidor) e, enfim, fazer com que o serviço público se tornasse realmente valorizado e, não, apenas, mentindo para o servidor durante 4 anos que a desculpa para não conceder aumento real é o impacto da folha. A folha é impactada por total falta de gestão e, não, pelo aumento pedido pelos servidores. O dia que o prefeito Pinóquio deixar de comer pastel em feira e começar a administrar a cidade, verá que mais vale investir 9 milhões no servidor do que investir em festas que não deram retorno algum ao município. Em tempo: o Sindicato vai cair, de novo, nesse conto do vigário?"


Nota da Prefeitura
Impacto na folha de pagamento com reajuste chega a quase R$ 26 milhões

A Prefeitura de Maringá estima em R$ 23,1 milhões o gasto adicional este ano com a folha de pagamento com o reajuste proposto para servidores municipais com base no INPC dos últimos 12 meses, que será divulgado na próxima semana. O percentual deve ficar em torno de 3,6%. A esse valor, somam-se outros R$ 2,7 milhões com o aumento de 10% no vale-alimentação. 

“Há uma barreira orçamentária que não nos permite transpor esses percentuais”, afirma o secretário de Fazenda, Orlando Chiqueto. No orçamento de 2019, a previsão de gasto com a folha de pagamento é de R$ 717 milhões, já considerando o aumento projetado do INPC e o crescimento vegetativo da folha, de 6%.

O secretário de Fazenda explica que o a arrecadação do município mantém curva ascendente nos últimos anos, mas a folha de pagamento cresce em maior proporção. “O aumento natural da folha decorre de ascensão na carreira, como progressão e promoção de servidores”, afirma Orlando Chiqueto, citando ainda o teto legal de gastos com salários.

 Hoje o limite com gastos com pessoal está em 49,1% e com o reajuste proposto pelo sindicato chegaria a 51.87%, acima dois 51,3% do limite prudencial (limite de gastos com funcionalismo). 

“Não podemos ultrapassar um limite constitucional de gastos com a folha, sob pena sofre sanções, entre elas o acesso a recursos públicos oriundos dos governos estadual e federal. Precisamos tratar o orçamento do município dentro de uma verdade que passa pelo equilíbrio entre arrecadação e despesa. Não dá para mudar isso”, afirma o secretário de Fazenda. 

Chiqueto lembra que nesta gestão foi concedido o vale-alimentação, importante instrumento de valorização do servidor. O valor foi de R$ 200 em 2017, quando foi adotado, para R$ 250 no ano seguinte e agora a proposta é R$ 275. O benefício será estendido às gestantes, conforme solicitação dos servidores. Este ano, o município prevê gastar quase R$ 50 milhões com o benefício.


Texto que circula nas redes sociais:

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