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Lepac corre o risco de fechar as portas por falta de recurso, governo Ratinho está retirando 30% do Laboratório

LEPAC - Laboratório de Ensino e Pesquisa em Analises clinicas


O laboratório é o único que realiza exames de média e alta complexidade pelo SUS em Maringá e atende toda a região. 

Parte dos recursos destinados as atividades do Lepac ficou retido aos cofres públicos para o estado usar como bem entender.



O LEPAC - Laboratório de Ensino e Pesquisa em Analises clinicas, atende a hospitais e unidades de saúde do estado e dos municípios, só no ano passado foram mais de 100 mil exames, porém ao longo dos anos os custos das analises subiram, já a tabela de repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) é a mesma desde 1997, ou seja, a 22 dois anos. Um hemograma por exemplo, custa R$ 9 reais, mas o SUS repassa apenas R$ 4 reais e 11 centavos. 

O laboratório é o único que realiza exames preventivo de câncer do colo do útero pelo sus em todo o estado, gasta R$ 16 reais e 50 centavos a cada exame, mas recebe do SUS apenas R$ 6 reais e 97 centavos. 

No Lepec também são feitos exames automatizados em pessoas com tuberculose a um custo de R$ 350 reais mas o repasse do sus não chega a 10% disto, ou seja, são repassados ao laboratório apenas R$ 24 reais e 59 centavos. 

Em 2019 o Lepec já parou de realizar alguns exames que eram fornecidos para o município de Maringá, a medida foi para que o laboratório possa manter um pouco dos serviço em funcionamento. 

A situação que já vinha complicada piorou, desde o inicio deste ano, por meio de um decreto de 2016 o governo do estado passou a reter automaticamente 30% de tudo o que o Lapac recebe para cobrir os custos dos exames, ou seja, de cada mil reais que o laboratório tem direito, o estado fica com trezentos e pode gastar esse dinheiro do jeito que quiser. 

De janeiro até agora já foram retidos 48 mil reais, dinheiro que está fazendo falta, principalmente para reposição de materiais. 

No laboratório de bacteriologia por exemplo, onde são realizados alguns dos exames mais complexos, o estoque de reagentes deve acabar em 30 dias. 

A direção do Lepac afirma que sem os 30% o laboratório não tem como sobreviver, não é possível mais repor o estoque de reagentes, materiais e acessórios para poder realizar os exames. 

A perspectiva da direção é de que em julho o laboratório, vai fechar as portas. Os diretores questiona o decreto, já que consta que o os recursos destinados para serviços públicos de saúde e educação não deveriam ser afetados. 

Em nota a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) , informou que já entrou em contato com o secretário de fazenda para encontrar uma solução para essa questão. 

"Se nada for feito o principal prejudicado vai ser a população, porque ela vai deixar de ter um serviço de excelência, altamente especializado, com competência na macro região noroeste do estado do Paraná" afirma um dos diretores.


O doutor Luiz Jorge Neto, infectologista, faz um apelo para a comunidade e para a imprensa. A falta dos recursos que deveriam ser destinados os Lepac podem afetar os trabalhos da equipe e prejudicar o atendimento à comunidade.

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